Publicada em 01/10/2026 14:53:48
A pesquisadora Ludmilla de Carvalho Oliveira, da área de Ciência e Tecnologia de Alimentos da Embrapa Maranhão, participou da São Paulo School of Advanced Sciences on FoodOmics (SPSAS on FoodOmics), realizada de 13 a 26 de setembro, no Centro de Convenções da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em Campinas (SP). A pesquisadora integrou um grupo de cerca de 136 participantes do Brasil e do exterior.
Promovida pela Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp, a escola contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O programa foi dedicado às ciências ômicas aplicadas aos alimentos, abordando temas como genômica, transcriptômica, proteômica, metabolômica e lipidômica, além de ferramentas de bioinformática e bioestatística.
O evento abordou como as tecnologias ômicas podem ser aplicadas para analisar sistemas alimentares, desde a produção até o consumo, considerando composição, segurança e aspectos nutricionais.
O conceito de foodomics refere-se à aplicação integrada de diferentes tecnologias ômicas para investigar componentes dos alimentos e suas interações em escala molecular, gerando dados para pesquisas em qualidade, segurança dos alimentos e nutrição.
Na Embrapa Maranhão, as metodologias relacionam-se às pesquisas de prospecção e caracterização de compostos bioativos presentes em frações comestíveis, subprodutos e produtos naturais do estado, como babaçu, bacuri, buriti, abacaxi de Turiaçu e vinagreira. A investigação busca mapear a composição química dessas matérias-primas e identificar potenciais aplicações tecnológicas e nutricionais.
Métodos de análise
A aplicação das ferramentas da metabolômica permite mapear os metabólitos presentes nas amostras, enquanto a proteômica analisa o perfil protéico. O uso conjunto dessas abordagens com ferramentas computacionais possibilita processar volumes de dados referentes à composição química e processos biológicos de espécies da sociobiodiversidade.
Os conhecimentos abordados no treinamento auxiliam na estruturação de redes de colaboração científica e na condução de projetos voltados à caracterização de matérias-primas e à análise de segurança alimentícia e nutricional.
Publicada em 01/10/2026 14:53:48
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