Notícia da Famem

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Publicada em 25/09/2018 08:38:28

FAMEM, AGED e SAGRIMA elaboram questionário sobre a situação do abate no Maranhão.


Os abatedouros irregulares, também denominados clandestinos, são caracterizados pela falta de inspeção sanitária, condições de higiene precárias, manipulação dos animais e sua carcaça de forma rústica e abrupta, sem qualquer disposição técnica e legal. Este tipo de prática, presente em todos os 217 municípios do Maranhão, propicia os mais diversos meios de contaminação da carne que, consumida pela população, representa um risco permanente para a saúde pública. Essa alta clandestinidade é, ainda, caracterizada pela não-contribuição com o fisco, que ocorre de forma simultânea à ausência de fiscalização sanitária.

A não-regularização desses abatedouros clandestinos desencadeiam problemas graves para a população e recursos públicos: problemas sanitários, com disseminação de doenças graves a partir da carne contaminada, como a cisticercose, tuberculose e brucelose; problemas ambientais, a partir da contaminação do solo e recursos hídricos, com notável crueldade e ausência de métodos de insensibilização dos animais; problemas sociais, com fornecimento de carne sem padrões mínimos de segurança alimentar com consequência generalizada em transtornos na saúde pública; e problemas com o fisco, uma vez que nesses locais não há contribuição fiscal e, ainda, contribuem com a alta taxa de roubo de gado, tendo em vista que não é necessário possuir a Guia de Transporte (GTA).

Entretanto, qualquer abatedouro clandestino pode ser regularizado para produzir e fornecer de forma sustentável e humanitária os produtos de origem animal à população. O primeiro passo é identificar e caracterizar esses locais e em seguida serem planejadas as adequações viáveis ao sistema de inspeção sanitária. Com as reformas instaladas e em operação regular, o município responsável será capaz de promover a proteção à saúde pública, assegurar a contribuição com o fisco e contribuir para o desenvolvimento econômico e social de todo o Estado e do próprio município.

Por este motivo é essencial que os gestores municipais respondam ao questionário (Link abaixo)  feito em parceria da FAMEM, AGED e SAGRIMA, que auxiliará a especificar estes locais, quais as espécies e sua quantidade de abate. Os dados fornecidos servirão como base para a elaboração de projetos e soluções viáveis para a regularização dos abatedouros municipais no Maranhão dentro dos padrões sanitários, visando seu menor custo de implantação e maior retorno direto e indireto ao setor público municipal e estadual.

  Link para o Formulário:   https://goo.gl/forms/WkALifDmfwNUuHVA3

Para mais informações, entre em contato com o setor técnico da Famem pelos telefones (98)2109-5400/5442/5439 ou pelo e-mail meioambiente@famem.org.br.

 

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Publicada em 25/09/2018 08:38:28

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